Ninguém carrega o peso da terra nas costas. Homem ou animal. Sei isto porque me seguro sozinho no espaço.
Sou um vulcão.
Nascentes caem-me dos olhos, a barba cresce como da terra brotam árvores. Grito tempestades e aplaudo terramotos.
Engulo noites.
Sinto muito levemente na ponta dos dedos a flora que me esconde as pernas e o areal nos meus pés. Perco-me dos sentidos nesta parte da minha natureza.
Sou deus por inteiro.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Deus(es)
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Tinta seca
Por rotas mais alegres me perco, tão vazio de minha dor. Embora viaje por outros meios, é no recôndito das minhas sombras que me encontro, eterno saudoso que apenas assim sabe viver.
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