Nas minhas veias corre sangue que não me pertence. O sangue de alguém por encontrar. Ora, se a mim não me pertence, fá-lo-ei meu.
Ambiguidades para mim as guardo, num plano ortodoxo - quem fui, quem sou e quem não serei.
Alma de pintor sem talento. Escritor que engole as palavras. Uma pedra da calçada solta.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Alvorada
Mil e uma preponderâncias.
Onde o sol se deita, nós acordamos.
No rasgar da alvorada tudo nos pertence.
Sons de sirenes rompem o silêncio enjoativo que se acomodara.
Sons de sirenes e gritos dos aclamados lunáticos ecoam nas ruas citadinas.
Numa cadeira não me assossego.
Minha alma grita por mil e uma vozes melodicamente irreparáveis.
Na fronteira entre o são e o perdido não nos reconhecemos,
Então apercebe-mo-nos do peso da nossa própria insanidade.
E por mais uma noite gritamos ao som das sirenes.
A alvorada quebra cortinas e muralhas.
O delicioso sabor de algo novo assombra-me o pensamento,
E na alvorada nos retraímos.
Subscrever:
Comentários (Atom)